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Mercados e feiras no mundo : Les halles de Paris

28 fev

Já falamos aqui do mercado internacional de Rungis, situado próximo à capital francesa. Mas antes de existir Rungis, existia os Halles de Paris, um grande mercado bem no centro da cidade.

Les halles. Robert Doisneau, 1945

A história do mercado de Paris começa no século XII, quando uma feira alimentar é criada no atual segundo arrondissement (bairro). Aos poucos o mercado ganha forma, as peixarias se instalam, o rei François I se implica na reforma do local (que durará cerca de 30 anos). O mercado é o verdadeiro centro de abastecimento de Paris e por isso de grande importância no projeto político do país. Mas foi depois da revolução francesa e no governo de Napoleão, que o local começa a ser repensado. No século XIX, 10 pavilhões com armação em ferro e paredes de vidro são construídos no intuito de melhorar a organização e limpeza do mercado.

Limpeza do mercado. R. Doisneau, 1955

Oito séculos mais tarde, em 1962 o governo resolve definitivamente mudar o mercado de local, problemas de abastecimento, transporte e de higiene contribuem para essa decisão.

Les halles. R. Doisneau, 1968

O encerramento definitivo do mercado em 1969 deixa um vazio no centro de Paris. Protestos e petições não são suficientes para mudar a decisão. Os parisienses órfãos do grande mercado terão que mudar seus hábitos e virar uma página da história da capital.

Mercados e feiras no mundo : Rungis

21 fev

(c) Marché International de Rungis

O mercado internacional de Rungis, situado no entorno de Paris é o maior mercado de produtos frescos do mundo. Sem equivalente, nem mesmo nos países mais populosos como a China, o mercado de Rungis é chamado de “barriga do mundo” (le ventre du monde).

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Campanha publicitária do coletivo France Nature Environnement cria polêmica na França

15 fev

Às vésperas do tradicional salão da agricultura de Paris, o coletivo France Nature Environnement (FNE), que reúne mais de 3000 associações ecológicas, lança nessa terça-feira uma campanha publicitária de choque.

Não há perigo. Em relação aos OGMs, ainda não deu tempo para saber...

Com títulos irônicos e imagens de forte impacto, o intuito do coletivo é que as pessoas pensem e se informem mais sobre a agricultura intensiva e o quanto ela polui o meio ambiente. Alguns dos temas tratados são os OGMs e a proliferação de algas verdes na costa da Bretanha, que liberam um gás tóxico capaz de matar crianças e animais, o que já ocorreu na região.

Claro que o ramo do agro-business não gostou nada desses cartazes expressivos e denuncia a tática extrema escolhida pelo coletivo. Eles até tentaram impedir na justiça a publicação dos mesmos, mas os esforços foram em vão. Quanto aos responsáveis políticos da Bretanha, eles dizem tomar as medidas necessárias para avançar na preservação do meio ambiente e também lamentam o tom da campanha.

Boas Férias. A criação em massa de porcos e os fertilizantes geram a proliferação de algas. A decomposição das mesmas produz um gás mortal para o homem.

Além do conteúdo da campanha, a surpresa nessa manhã foi descobrir que os cartazes não estavam fixados nas estações do metrô da capital francesa, como previsto. Ainda não se sabe a razão, mas pelo jeito o lobby dos agricultores foi mais forte. O que não impediu o buzz na imprensa. As imagens já circulam na internet e a mídia francesa deu ampla cobertura ao fato.

Kill Bees. Alguns pesticidas apresentam um perigo mortal para as abelhas, e isso não é ficção.