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Mercados cults/ Les marchés traditionnels

18 jun

Vários mercados e feiras já apareceram aqui no Mundo Comida e alguns deles fazem parte da seleção que a National Geographic publicou no livro 500 viagens de sonho, sabores do mundo. Ali estão, entre outros, o Mercat de la Boqueria de Barcelona com suas pimentas, sucos, peixes frescos e mais de 30000 produtos diferentes. Mesmo quem não queira fazer compras para preparar em casa a sua refeição pode desfrutar do local. Nos vários quiosques -bistros  é possível experimentar a cuina de mercat (cozinha do mercado). Os preços são abordáveis e os alimentos bem frescos. A degustar : mexilhões cozidos no vapor, salsichas e o delicioso pa amb tomàquet catalão, um pão com tomate fresco esfregado por cima. Na lista dos top 10, encontramos também o famoso Ver-o-Peso de Belém. Além dos produtos típicos, ervas, peixes e outras pescados curiosos, o livro cita o barulho e caos característicos da feira.

Dentro da seleção também há algumas opções que saem do convencional, como os mercados noturnos em praças históricas da Dordonha, no sudoeste francês. Temos também o belo mercado de natal de Praga, com suas luzes, objetos natalinos e claro quentão, pão de mel e biscoitos típicos da data. As feiras flutuantes da Thailandia, onde os feirantes trabalham em canoas e os clientes navegam de um ponto a outro, também são excepcionais.

Ainda há muitas descobertas pela frente!

Boqueria (c) Top 5 viajes

Ver-O-Peso, Belém, Brasil (c)senado

Praga/Prague

Plusieurs marchés ont déjà été publiés ici dans le Mundo Comida. Certains d’entre eux font partie de la sélection publiée par la National Geographic dans le livre 500 voyages de rêve, saveurs du monde.  On y trouve, par exemple, le Mercado de la Boqueria, de Barcelone, avec ses piments, jus de fruits, poissons frais et encore d’autres 30000 produits différents.  Ceux qui ne veulent pas faire leurs courses pour cuisiner à la maison peuvent profiter de l’endroit pour s’attabler dans un des nombreux petits bistrots du coin. Les prix sont abordables et les aliments très frais. Du matin au soir on peut y déguster des moules marinières, d’autres fruits de mer, des saucisses et encore le délicieux pa amb tomàquet catalan, du pain frotté à la tomate. Dans le top 10 des marchés traditionnels on y trouve aussi le réputé Ver-o-Peso de Belém, au Brésil. En plus de tous les produits frais, les verdures, les épices, les poissons et d’autres proies curieuses, le livre parle du bruit et du chaos caractéristiques de l’endroit. 

D’autres options moins conventionnelles font aussi partie de la sélection, tels les marchés nocturnes en Dordogne (France) qui prennent place dans les rues historiques des petits villages. Il y a encore le beau marché de Noël de Prague, avec ses lumières et objets de décoration et bien sûr du vin chaud, des pains d’épices et des biscuits typiques de la période. Les marchés flottants en Thailande sont aussi exceptionnels avec ses pirogues et toute l’activité qui se déroule sur l’eau.

Beaucoup de découvertes sont encore à venir !

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National Geographic, 500 voyages de rêve. ed. française 2010.

Mercado de la Boqueria : O ano todo, de segunda a sábado, das 8h às 20h. Durant toute l’année de 8h à 20h, du lundi au samedi.

Ver-O-Peso : O ano todo, o dia inteiro. Chegada dos barcos na madrugada. Toute l’année, durant toute la journée. Arrivée des bateaux dans la nuit.

Praga/Prague : Todos os dias das 9h às 19h, do primeiro sábado do advento até começo de janeiro. Tous les jours de 9h à 19h, du premier samedi de l’Avant jusqu’à début janvier.

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Os cannelés de Bordeaux

27 abr

Esses bolinhos saborosos, crocantes por fora e macios por dentro, são um dos segredos culinários de Bordeaux. Mesmo na França, a receita ainda é pouco difundida e os que não moram na região nem sempre conhecem esses bolinhos saborosos.

Variante cannelés com nutella, editora Marabout.

Os puristas dizem que a receita é complexa e difícil de ser reproduzida nos fornos caseiros. Que uma forma em cobre, caríssima diga-se de passagem, e um forno industrial, são necessários para obter a perfeição. Mas, cada vez mais, as donas de casa, editoras de livros de cozinha e marcas produtoras de formas em silicone, tendem a ignorar esses dados. A moda dessa guloseima parece se instalar de vez.

Se o nome cannelé faz pensar em uma iguaria feita com canela, não se deixe enganar, pois ela não entra na receita. O nome seria derivado da palavra em Gascon “cannelure”, que faz alusão à forma do doce, com essas textura característica. O gosto especial fica por conta do rum, que entra na receita à base de leite, farinha, açúcar, baunilha e gemas de ovo.

As origens não são muito bem conhecidas, mas acredita-se que o bolinho teria sido criado no século XVIII no convento das Annonciades de Bordeaux. Depois, teria caído no esquecimento. O sucesso veio nos anos 1980, quando foi ressuscitado pela família Baillardran, que transformou o cannelé em artigo de luxo. Hoje, eles dominam o mercado e estão presentes em todos os cantos da cidade.

Outros textos fazem alusão ao fato que as claras de ovo eram usadas no tratamento das vinhas, para prevenir os ataques de pragas, e que então, as gemas eram usadas para fazer os doces.

Simples, gostosos e crocantes, os cannelés são hoje, incontornáveis em Bordeaux.

A cozinha “Cape Malay” da Cidade do Cabo

21 abr

Temperos, pimentas, ervas, currys, legumes e carnes, a cozinha “Cape Malay” da Cidade do Cabo (África do Sul) é saborosa e diferente. Criada e difundida pelos escravos vindos do sul da Ásia (Índia, Siri Lanka, Malásia, Indonésia), hoje ela se perpetua no colorido bairro de Bo-Kaap.

Alguns pratos como o bobotie, uma torta de carne picada e misturada com curry e servida com arroz e chutney, o bredie, um tipo de cozido de carne, peixe ou tomates, mas que pode variar bastante, o malva pudding, um bolo esponja feito com caramelo e bem molhado, ou ainda os koeksusters, um donuts trançado e coberto com uma calda de açucar, fazem parte do cardápio típico Cape Malay food.

Aprendendo na prática

Algumas agências levam os turistas para conhecer essa cozinha de uma forma diferente e lúdica. Uma experiência que começa com a visita do bairro, das mercearias, e termina na cozinha de um dos moradores, onde os quitutes típicos (samoussas, pães, carnes) são preparados e claro, degustados.

Nesse vídeo (em inglês) da agência Andulela, divulgado na televisão local SABC, pode se ter uma boa idéia do passeio. De dar água na boca…

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O bairro de Bo-Kaap

Esse bairro ficou conhecido como o bairro dos malaios, numa referência à origem dos escravos, que ali vieram morar após a abolição. O termo de malaio é abrangente, pois os escravos vinham do sudeste da Ásia em geral e não somente da Malásia. Muitos também vieram da Índia e do Siri Lanka. Essas pessoas trouxeram com elas as tradições gastronômicas de seus países e essa mistura cultural ainda é bem viva nas ruas da Cidade do Cabo. Em meio às casas coloridas de Bo-Kaap, os produtos para essa comida temperada são vendidos nas pequenas mercearias. Para os turistas de passagem, os restaurantes do bairro são uma boa opção para matar a curiosidade.
 
 

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No avestruz tudo é bom

13 abr

Se no Brasil o avestruz é apenas mais um dos animais expostos nos zoológicos ou que passeiam em frente ao Palácio da Alvorada, na Africa do Sul o animal faz parte da cultura gastronômica do país.

Várias fazendas especializadas cuidam da criação dos animais e protegem os ovos para controlar o desenvolvimento. Logo que nascem, os pequenos são postos à parte e não devem ser incomodados, pois o avestruz é um animal sensível e muitos morrem de crise cardíaca causada pelo stress. O animal cresce rápido e depois de alguns meses já atinge seu tamanho adulto. E se a expressão estômago de avestruz existe, não é atoa. Além da ração, os bichinhos comem tudo que encontram no solo, inclusive pedras. Parece que estas são mesmo necessárias e ajudam a digestão.

Cuidado! O avestruz não é muito inteligente, mas um chute pode ser mortal, até para um leão.

 

1 mês de vida

 

 

No avestruz nada se perde

Na cozinha o avestruz pode ser utilizado de várias maneiras :

Ovo : Equivalente a cerca de 22 ovos de galinha, o ovo do avestruz possui praticamente o mesmo gosto. A única diferença é que a clara não é tão clara e sim meio amarelada. O colesterol é bem presente e quem tem problemas deve se abster. Quando utilizados em omeletes, guarda-se a casca, que é por sinal bem rígida. A mesma é trabalhada por artesãos, ganha relevos ou pinturas e vira objeto de decoração.

é preciso quase uma hora para que o ovo seja cozido.

 

 

Cozido ele vai bem com torradinhas e um molho agridoce

 

 

Carne : Um pouco mais cara que a carne de vaca, a do avestruz também é muito consumida e apreciada. Ela é vermelha (quase violeta), magra e saborosa, mas não deve ser muito cozida (fica dura e seca).

Bon appétit!

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Fora da cozinha o avestruz também é utilizado:

Couro : O segundo mais resistente, só perde para o de crocodilo. Utilizado na confecção de bolsas, carteiras e outros acessórios. O preço é bem elevado, mas os vendedores garantem um objeto para a vida toda.

Plumas : Muito utilizadas antigamente para enfeitar chapéis, hoje elas já não estão tão nada moda e enfeitam os espanadores de pó.