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O futuro da biodiversidade e dos oceanos passa pela nossa mesa

7 abr

Comer para sobreviver, mas também pelo prazer. Quando nos alimentamos procuramos alimentos que sejam mais ao nosso gosto e que achamos saborosos. No entanto, nossas escolhas “egoístas” influenciam a produção e a indústria  alimentar. A oferta e a demanda caminham juntas e enquanto existir a procura por um produto, existirá alguém para vendê-lo. E nesse ritmo acabamos por vezes por destruir parte da biodiversidade.

Hoje sabemos que o estoque de peixes e frutos do mar em nossos oceanos está em baixa. Devemos adaptar nossos hábitos alimentares a essa nova realidade, mas nem sempre é fácil. No Japão, onde o consumo do atum vermelho, peixe ameaçado de extinção, faz parte da tradição gastronômica, é difícil fazer com que a população mude suas práticas rapidamente. Ainda mais quando no dia-a-dia o peixe continua disponível no mercado e fica difícil de se constatar a verdadeira penúria nos oceanos.

Para aliviar a barra dos consumidores, vale dizer que muitas vezes nossas escolhas são feitas sem conhecimento e ao comprarmos tal ou tal produto, não sabemos que contribuímos com esse ciclo vicioso. Às vezes, o que falta é informação e não vontade.

SASSI, uma iniciativa Sul-Africana para informar o consumidor e ajudar a preservar a biodiversidade marinha.

A SASSI (Southern African Sustainable Seafood Initiative) foi criada pela WWF na Africa do Sul justamente com o intuito de levar mais informação ao consumidor, mas também de interferir ao longo de todo o processo ligado a compra e venda de peixes.

De um lado, vemos em lugares específicos, como o aquário da Cidado do Cabo, painéis informativos com os peixes que podemos consumir sem problema (box verde), quais devemos consumir com moderação (box laranja) e quais devemos evitar (box vermelho).

A SASSI também trabalha diretamente com os restaurantes. Os que aderem ao programa, se comprometem a serem vigilantes na hora de criarem seus pratos, e não devem propor os peixes que constam na lista vermelha.

Na próxima visita à Africa do Sul já sabem, não deixem de procurar pelo logo da SASSI na hora de escolher um dos inúmeros restaurantes de frutos do mar. Agora não tem mais desculpa!

Campanha publicitária do coletivo France Nature Environnement cria polêmica na França

15 fev

Às vésperas do tradicional salão da agricultura de Paris, o coletivo France Nature Environnement (FNE), que reúne mais de 3000 associações ecológicas, lança nessa terça-feira uma campanha publicitária de choque.

Não há perigo. Em relação aos OGMs, ainda não deu tempo para saber...

Com títulos irônicos e imagens de forte impacto, o intuito do coletivo é que as pessoas pensem e se informem mais sobre a agricultura intensiva e o quanto ela polui o meio ambiente. Alguns dos temas tratados são os OGMs e a proliferação de algas verdes na costa da Bretanha, que liberam um gás tóxico capaz de matar crianças e animais, o que já ocorreu na região.

Claro que o ramo do agro-business não gostou nada desses cartazes expressivos e denuncia a tática extrema escolhida pelo coletivo. Eles até tentaram impedir na justiça a publicação dos mesmos, mas os esforços foram em vão. Quanto aos responsáveis políticos da Bretanha, eles dizem tomar as medidas necessárias para avançar na preservação do meio ambiente e também lamentam o tom da campanha.

Boas Férias. A criação em massa de porcos e os fertilizantes geram a proliferação de algas. A decomposição das mesmas produz um gás mortal para o homem.

Além do conteúdo da campanha, a surpresa nessa manhã foi descobrir que os cartazes não estavam fixados nas estações do metrô da capital francesa, como previsto. Ainda não se sabe a razão, mas pelo jeito o lobby dos agricultores foi mais forte. O que não impediu o buzz na imprensa. As imagens já circulam na internet e a mídia francesa deu ampla cobertura ao fato.

Kill Bees. Alguns pesticidas apresentam um perigo mortal para as abelhas, e isso não é ficção.