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Nem só de sushis e sashimis vivem os (restaurantes) japoneses

25 fev

(c) restaurantfufu.fr

Quando se fala em restaurante japonês logo se pensa em sushi e sashimi, o que na verdade é muito restritivo. A culinária japonesa é uma das mais ricas, saborosas e saudáveis, capaz de fazer muito velhinho passar dos 100 anos de idade.

No ocidente ainda estamos a descobrir estas tais riquezas, mas depois da abertura do Fufu em Bordeaux, damos mais um passo nessa caminhada. Nesse restaurante minúsculo somos transportados direto para um outro ambiente, mais “quente” (não só por causa das woks no fogo!), cosmopolita, intimista, onde os clientes se apertam no longo balcão logo em frente aos cozinheiros. O vai e vem dos fregueses e da atendente que faz os pedidos em japonês para seus colegas, que repetem em voz alta para confirmar, dão vida ao local.

Nesse “bar a noodle”, são servidos pratos rápidos e caprichados, com preço acessível, entre 5 e 10 €. Como se pode imaginar, nada de sushis, mas deliciosos ramen, sopa com massa e vários outros ingredientes, dependendo do tipo escolhido. Pode ser gengibre, bambu, algas, carne, gergelim… Os do Fufu são mesmo uma delícia e a porção é mais que generosa.

(c) restaurantfufu.fr

O noodle bar, que faz parte da cultura gastronômica do Japão, ainda é novidade por aqui. Mas se depender da aceitação do público de Bordeaux,  que está sempre na fila do take away ou esperando um lugar se liberar dentro do restaurante, o conceito também tem tudo para se difundir. Vida longa ao Fufu!

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Fufu Japanese Noodle Bar

37, Rue Saint Rémi, Bordeaux, França.

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Moules frites, uma combinação francesa de sucesso

23 fev

Moules frites pra lá, moules frites pra cá, no verão toda brasserie que se preze na França serve o tal prato.  Ainda mais se esta possuir une terrasse, uma varanda (o prolongamento do restaurante na calçada também está valendo). De tanto ver nas propagandas e cardápios dos restaurantes, fiquei curiosa.

Depois de conferir no dicionário fica fácil saber que moule, nesse caso, quer dizer mexilhão. Mas mexilhão frito ? A iguaria me parece um tanto estranha, mesmo na terra de Asterix…

Isolada em uma pequena cidade da França profunda, longe do centro e sem carro (e sem poder contar com o transporte público), prefiro esperar um convite para ir degustar as tais moules frites e descobrir com meus próprios olhos (ou boca) como os franceses degustam o fruto do mar. Pois o convite não tarda a chegar, e num belo dia de sol (dentro dos parâmetros da Bretanha), num passeio pela ilha de Brehat, minha colega sugere o tal prato para o almoço. Ótimo, era isso que queria, finalmente vou descobrir a cara do tal mexilhão frito – penso eu com meus botões.

Pois e não é que descubro que, de frito o mexilhão não tem nada? Na verdade, a fritura fica por conta das batas fritas que acompanham os moluscos. O certo mesmo seria “moules et frites”, mas a associação dos dois ingredientes deu origem a um prato só, e assim o “et” acabou caindo fora, o que gera uma certa confusão para os desavisados como eu. Mas ufa, melhor assim.

Porém, mesmo não sendo fritos, os mexilhões surpreenderam. Na Europa em geral, eles são preparados e servidos ainda com a concha, o que nunca tinha visto no Brasil. Assim, come-se um a um, servindo-se da concha do primeiro mexilhão saboreado como pinça para descolar os próximos. Preparados à la marinière (com vinho branco e ervas aromáticas) ou com creme, eles são mesmo saborosos e uma delicia para se degustar com batatas fritas crocantes, do lado de fora dos restaurantes e de preferência com a brisa do mar soprando… ah, c’est si bon

 



Campanha publicitária do coletivo France Nature Environnement cria polêmica na França

15 fev

Às vésperas do tradicional salão da agricultura de Paris, o coletivo France Nature Environnement (FNE), que reúne mais de 3000 associações ecológicas, lança nessa terça-feira uma campanha publicitária de choque.

Não há perigo. Em relação aos OGMs, ainda não deu tempo para saber...

Com títulos irônicos e imagens de forte impacto, o intuito do coletivo é que as pessoas pensem e se informem mais sobre a agricultura intensiva e o quanto ela polui o meio ambiente. Alguns dos temas tratados são os OGMs e a proliferação de algas verdes na costa da Bretanha, que liberam um gás tóxico capaz de matar crianças e animais, o que já ocorreu na região.

Claro que o ramo do agro-business não gostou nada desses cartazes expressivos e denuncia a tática extrema escolhida pelo coletivo. Eles até tentaram impedir na justiça a publicação dos mesmos, mas os esforços foram em vão. Quanto aos responsáveis políticos da Bretanha, eles dizem tomar as medidas necessárias para avançar na preservação do meio ambiente e também lamentam o tom da campanha.

Boas Férias. A criação em massa de porcos e os fertilizantes geram a proliferação de algas. A decomposição das mesmas produz um gás mortal para o homem.

Além do conteúdo da campanha, a surpresa nessa manhã foi descobrir que os cartazes não estavam fixados nas estações do metrô da capital francesa, como previsto. Ainda não se sabe a razão, mas pelo jeito o lobby dos agricultores foi mais forte. O que não impediu o buzz na imprensa. As imagens já circulam na internet e a mídia francesa deu ampla cobertura ao fato.

Kill Bees. Alguns pesticidas apresentam um perigo mortal para as abelhas, e isso não é ficção.

 

“Orgânicos, entre para o mundo da vida saudável”

15 fev

Esse é o slogan do site Prefira Orgânicos criado pelo Ministério da Agricultura do Brasil. De forma simples e direta o site explica aos leitores o que são os produtos orgânicos, onde comprá-los, quais os mecanismos de controle e regulação e como anda a produção no Brasil. Documentos, vídeos e imagens também são disponíveis na biblioteca multimídia.

Uma ferramenta útil para aqueles que não conhecem muito bem o mundo dos orgânicos.