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Na casa do cacau mora o verdadeiro chocolate

6 jul

Na Maison du cacao (Casa do cacau) na Guadalupe a visita começa no jardim onde várias espécies de cacaueiros estão plantadas e alguns painéis contam curiosidades sobre o fruto e o chocolate – como por exemplo, que os astecas já colocavam pimenta, entre outras especiarias, quando consumiam o chocolate quente. Ou seja, essa moda atual é mais que retrô!

Depois vem a parte saborosa, onde podemos ver o cacau nas suas diferentes etapas e degustar o verdadeiro chocolate quente. Verdadeiro porque é feito com a massa de cacau, onde ainda temos juntas a manteiga e a parte que depois será o pó. Para fazer a bebida basta adicionar açúcar, canela, baunilha, entre outras, e água. Isso mesmo, água. Como já se tem a gordura da manteiga, não é preciso adicionar leite. Pode acreditar que o resultado é bem cremoso, gostoso e mesmo nutritivo. Un vrai délice!

 

 

Mercados e feiras no mundo : Pointe-à-Pitre

25 jun

Um mercado colorido, mas difícil de fotografar. Muita gente, muita luz, reflexos da chuva que ainda molha o chão. Os vendedores não gostam muito das máquinas fotográficas e pedem seguido algo em troca. Corre um boato que eles têm medo de se descobrirem nos cartões postais.

Da cana não sai só cachaça.

15 jun

No Brasil associa-se facilmente a cana à cachaça, mas nos outros países o rum é bem mais famoso. O  destilado produzido nas Antilhas francesas é um dos mais apreciados no mundo. Na Guadalupe ele é feito nas fábricas que antes também transformavam a cana em açúcar refinado, mas hoje a bebida nacional é mais lucrativa e domina o comércio.

A matéria prima nunca está muito longe, ela deve ser triturada no máximo 36 horas depois da colheita. O suco obtido fermenta nos tonéis de inox por uns dois dias e depois será destilado. O produto final atinge um teor alcoólico de 70°! Mas ele sera diluído para atingir entre 50 e 55°. Somente em Marie Galante, outra ilha do arquipélago da Guadalupe, que ele pode ser comercializado a 59°.

Quem quiser pode ver todo o processo de perto em uma das várias destilarias abertas ao público. O ideal é vir entre os meses de janeiro e julho, quando a cana é cortada e as maquinas trabalham a todo vapor!

Colombo nas Antilhas

5 jun

Na Guadalupe, ilha das Antilhas francesas, o Colombo se encontra nos mercados, feiras, supermercados, restaurantes e onde mais tiver comida típica. Não, não estamos falando de Colombo, um gordinho guloso, nem de Cristóvão Colombo, mesmo se sua passagem pelo arquipélago não tenha passado desapercebida.

(c)edelices.com

O tal do Colombo é o curry local, uma mistura de várias especiarias (mostarda, cominho, açafrão, coentro…), utilizado no dia-a-dia para realçar o sabor da comida. Difundido na culinária indiana, o uso do curry na comida créole começa justamente com a chegada dos indianos na ilha no século XIX. Hoje, o frango ou cabrito colombo são pratos mais que apreciados.

No mercado, a mistura é preparada e vendida a granel pelas doudous, senhoras vestidas com roupas típicas, uma versão colorida das baianas brasileiras. A indústria alimentar também sacou a demanda e propõe sachês e pratos prontos.