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Padaria self-service

11 out

Em alguns países os distribuidores automáticos vendem latinhas de refrigerante ou bebidas quentes, na França existe também o distribuidor “padaria self-service”. Ela ainda não ganhou as ruas de todas as metrópoles, mas garante a baguete nossa de cada dia nas cidades mais isoladas!

Mas atenção! Sexta-feira não há pão.

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Queijos e mais queijos

6 set

Na terra do vinho, o queijo não é de se menosprezar. Quem pensa que os queijos franceses se resumem ao brie, roquefort e camenbert estão longe de conhecer toda a verdade. Difícil de contar, mas fala-se de mais de 300 tipos preparados com leite de vaca, ovelha ou cabra. As texturas, cores e odores variam muito, e claro, o gosto também. Muitos possuem o selo de origem controlada (Appellation d’Origine Controlée – AOC) e devem ser fabricados em uma determinada região, como é o caso do verdadeiro camenbert, que vem da Normandia, ou do Cantal, que vem do departamento de mesmo nome. A lista é grande. A tradição também. Os puristas preferem os feitos com leite cru, não pasteurizado, o que dá mais sabor.

O gosto pelo queijo não é restrito ao hexágono francês. Na Europa em geral, os queijos são muito apreciados e encontramos outras variedades bem diferentes. Como é o caso desse feito na Bósnia, que envelhece dentro de um saco feito diretamente com a pele da ovelha. O tamanho do animal é que determina o tamanho do produto final. Uma especialidade cada vez mais rara e que é uma delícia.

A Itália é outra pátria famosa pelos seus queijos. O produto é valorizado a tal ponto que, hoje, virou moeda de troca. No banco do parmeggiano os produtores depositam uma parte da produção (o tempo necessário para o envelhecimento do queijo) e saem com dinheiro vivo. Quando o empréstimo for reembolsado o produtor pode retirar a sua mercadoria novamente!

Com tantos queijos e histórias diferentes na Europa e no mundo, não é a toa que o Slow Food resolveu, desde 1997, fazer um salão especialmente dedicado ao assunto, o Cheese (esse ano do 16 ao 19/09, em Bra, Itália). Uma oportunidade para se degustar variedades das mais saborosas e aprender um pouco mais sobre o assunto. Quem ficou curioso pode visitar o site Slow Food com um ensaio fotográfico de alguns dos queijos mais extraordinários.

(c) arquivo Slow Food

Memórias de um domingo gracioso

30 jun

Domingo de muito calor, mas refrescos e bom humor transformam o dia. No restaurante estrelado do chef Mariottat a comida é francesa, mas nesse dia especial o serviço é inspirado nos vizinhos espanhóis. Pratinhos e pequenas porções, como as tapas, são ideais quando se quer tudo experimentar.

churrasco à la française? As pedras quentes cozinham num instante a carne já cortada.

Na bela casa dos Mariottat. Agen, França.

Sem esquecer a feira com bons produtores organizada no patio e que o evento tinha o aval Slow Food!

*Fotos improvisadas com o celular

Colombo nas Antilhas

5 jun

Na Guadalupe, ilha das Antilhas francesas, o Colombo se encontra nos mercados, feiras, supermercados, restaurantes e onde mais tiver comida típica. Não, não estamos falando de Colombo, um gordinho guloso, nem de Cristóvão Colombo, mesmo se sua passagem pelo arquipélago não tenha passado desapercebida.

(c)edelices.com

O tal do Colombo é o curry local, uma mistura de várias especiarias (mostarda, cominho, açafrão, coentro…), utilizado no dia-a-dia para realçar o sabor da comida. Difundido na culinária indiana, o uso do curry na comida créole começa justamente com a chegada dos indianos na ilha no século XIX. Hoje, o frango ou cabrito colombo são pratos mais que apreciados.

No mercado, a mistura é preparada e vendida a granel pelas doudous, senhoras vestidas com roupas típicas, uma versão colorida das baianas brasileiras. A indústria alimentar também sacou a demanda e propõe sachês e pratos prontos.