Um mercado colorido, mas difícil de fotografar. Muita gente, muita luz, reflexos da chuva que ainda molha o chão. Os vendedores não gostam muito das máquinas fotográficas e pedem seguido algo em troca. Corre um boato que eles têm medo de se descobrirem nos cartões postais.
Da cana não sai só cachaça.
15 junNo Brasil associa-se facilmente a cana à cachaça, mas nos outros países o rum é bem mais famoso. O destilado produzido nas Antilhas francesas é um dos mais apreciados no mundo. Na Guadalupe ele é feito nas fábricas que antes também transformavam a cana em açúcar refinado, mas hoje a bebida nacional é mais lucrativa e domina o comércio.
A matéria prima nunca está muito longe, ela deve ser triturada no máximo 36 horas depois da colheita. O suco obtido fermenta nos tonéis de inox por uns dois dias e depois será destilado. O produto final atinge um teor alcoólico de 70°! Mas ele sera diluído para atingir entre 50 e 55°. Somente em Marie Galante, outra ilha do arquipélago da Guadalupe, que ele pode ser comercializado a 59°.
Quem quiser pode ver todo o processo de perto em uma das várias destilarias abertas ao público. O ideal é vir entre os meses de janeiro e julho, quando a cana é cortada e as maquinas trabalham a todo vapor!
Colombo nas Antilhas
5 junNa Guadalupe, ilha das Antilhas francesas, o Colombo se encontra nos mercados, feiras, supermercados, restaurantes e onde mais tiver comida típica. Não, não estamos falando de Colombo, um gordinho guloso, nem de Cristóvão Colombo, mesmo se sua passagem pelo arquipélago não tenha passado desapercebida.
O tal do Colombo é o curry local, uma mistura de várias especiarias (mostarda, cominho, açafrão, coentro…), utilizado no dia-a-dia para realçar o sabor da comida. Difundido na culinária indiana, o uso do curry na comida créole começa justamente com a chegada dos indianos na ilha no século XIX. Hoje, o frango ou cabrito colombo são pratos mais que apreciados.
No mercado, a mistura é preparada e vendida a granel pelas doudous, senhoras vestidas com roupas típicas, uma versão colorida das baianas brasileiras. A indústria alimentar também sacou a demanda e propõe sachês e pratos prontos.



















Alô, alô?