Queijos e mais queijos

6 set

Na terra do vinho, o queijo não é de se menosprezar. Quem pensa que os queijos franceses se resumem ao brie, roquefort e camenbert estão longe de conhecer toda a verdade. Difícil de contar, mas fala-se de mais de 300 tipos preparados com leite de vaca, ovelha ou cabra. As texturas, cores e odores variam muito, e claro, o gosto também. Muitos possuem o selo de origem controlada (Appellation d’Origine Controlée – AOC) e devem ser fabricados em uma determinada região, como é o caso do verdadeiro camenbert, que vem da Normandia, ou do Cantal, que vem do departamento de mesmo nome. A lista é grande. A tradição também. Os puristas preferem os feitos com leite cru, não pasteurizado, o que dá mais sabor.

O gosto pelo queijo não é restrito ao hexágono francês. Na Europa em geral, os queijos são muito apreciados e encontramos outras variedades bem diferentes. Como é o caso desse feito na Bósnia, que envelhece dentro de um saco feito diretamente com a pele da ovelha. O tamanho do animal é que determina o tamanho do produto final. Uma especialidade cada vez mais rara e que é uma delícia.

A Itália é outra pátria famosa pelos seus queijos. O produto é valorizado a tal ponto que, hoje, virou moeda de troca. No banco do parmeggiano os produtores depositam uma parte da produção (o tempo necessário para o envelhecimento do queijo) e saem com dinheiro vivo. Quando o empréstimo for reembolsado o produtor pode retirar a sua mercadoria novamente!

Com tantos queijos e histórias diferentes na Europa e no mundo, não é a toa que o Slow Food resolveu, desde 1997, fazer um salão especialmente dedicado ao assunto, o Cheese (esse ano do 16 ao 19/09, em Bra, Itália). Uma oportunidade para se degustar variedades das mais saborosas e aprender um pouco mais sobre o assunto. Quem ficou curioso pode visitar o site Slow Food com um ensaio fotográfico de alguns dos queijos mais extraordinários.

(c) arquivo Slow Food

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Mundo Comida de férias

29 jul

Mundo Comida entra de férias por algumas semanas. Em setembro voltamos com mais posts saborosos!

Turim, Itália. Mercado da República, 2008 (c) JHACK

Na casa do cacau mora o verdadeiro chocolate

6 jul

Na Maison du cacao (Casa do cacau) na Guadalupe a visita começa no jardim onde várias espécies de cacaueiros estão plantadas e alguns painéis contam curiosidades sobre o fruto e o chocolate – como por exemplo, que os astecas já colocavam pimenta, entre outras especiarias, quando consumiam o chocolate quente. Ou seja, essa moda atual é mais que retrô!

Depois vem a parte saborosa, onde podemos ver o cacau nas suas diferentes etapas e degustar o verdadeiro chocolate quente. Verdadeiro porque é feito com a massa de cacau, onde ainda temos juntas a manteiga e a parte que depois será o pó. Para fazer a bebida basta adicionar açúcar, canela, baunilha, entre outras, e água. Isso mesmo, água. Como já se tem a gordura da manteiga, não é preciso adicionar leite. Pode acreditar que o resultado é bem cremoso, gostoso e mesmo nutritivo. Un vrai délice!

 

 

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Memórias de um domingo gracioso

30 jun

Domingo de muito calor, mas refrescos e bom humor transformam o dia. No restaurante estrelado do chef Mariottat a comida é francesa, mas nesse dia especial o serviço é inspirado nos vizinhos espanhóis. Pratinhos e pequenas porções, como as tapas, são ideais quando se quer tudo experimentar.

churrasco à la française? As pedras quentes cozinham num instante a carne já cortada.

Na bela casa dos Mariottat. Agen, França.

Sem esquecer a feira com bons produtores organizada no patio e que o evento tinha o aval Slow Food!

*Fotos improvisadas com o celular

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