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Os cannelés de Bordeaux

27 abr

Esses bolinhos saborosos, crocantes por fora e macios por dentro, são um dos segredos culinários de Bordeaux. Mesmo na França, a receita ainda é pouco difundida e os que não moram na região nem sempre conhecem esses bolinhos saborosos.

Variante cannelés com nutella, editora Marabout.

Os puristas dizem que a receita é complexa e difícil de ser reproduzida nos fornos caseiros. Que uma forma em cobre, caríssima diga-se de passagem, e um forno industrial, são necessários para obter a perfeição. Mas, cada vez mais, as donas de casa, editoras de livros de cozinha e marcas produtoras de formas em silicone, tendem a ignorar esses dados. A moda dessa guloseima parece se instalar de vez.

Se o nome cannelé faz pensar em uma iguaria feita com canela, não se deixe enganar, pois ela não entra na receita. O nome seria derivado da palavra em Gascon “cannelure”, que faz alusão à forma do doce, com essas textura característica. O gosto especial fica por conta do rum, que entra na receita à base de leite, farinha, açúcar, baunilha e gemas de ovo.

As origens não são muito bem conhecidas, mas acredita-se que o bolinho teria sido criado no século XVIII no convento das Annonciades de Bordeaux. Depois, teria caído no esquecimento. O sucesso veio nos anos 1980, quando foi ressuscitado pela família Baillardran, que transformou o cannelé em artigo de luxo. Hoje, eles dominam o mercado e estão presentes em todos os cantos da cidade.

Outros textos fazem alusão ao fato que as claras de ovo eram usadas no tratamento das vinhas, para prevenir os ataques de pragas, e que então, as gemas eram usadas para fazer os doces.

Simples, gostosos e crocantes, os cannelés são hoje, incontornáveis em Bordeaux.

A cozinha “Cape Malay” da Cidade do Cabo

21 abr

Temperos, pimentas, ervas, currys, legumes e carnes, a cozinha “Cape Malay” da Cidade do Cabo (África do Sul) é saborosa e diferente. Criada e difundida pelos escravos vindos do sul da Ásia (Índia, Siri Lanka, Malásia, Indonésia), hoje ela se perpetua no colorido bairro de Bo-Kaap.

Alguns pratos como o bobotie, uma torta de carne picada e misturada com curry e servida com arroz e chutney, o bredie, um tipo de cozido de carne, peixe ou tomates, mas que pode variar bastante, o malva pudding, um bolo esponja feito com caramelo e bem molhado, ou ainda os koeksusters, um donuts trançado e coberto com uma calda de açucar, fazem parte do cardápio típico Cape Malay food.

Aprendendo na prática

Algumas agências levam os turistas para conhecer essa cozinha de uma forma diferente e lúdica. Uma experiência que começa com a visita do bairro, das mercearias, e termina na cozinha de um dos moradores, onde os quitutes típicos (samoussas, pães, carnes) são preparados e claro, degustados.

Nesse vídeo (em inglês) da agência Andulela, divulgado na televisão local SABC, pode se ter uma boa idéia do passeio. De dar água na boca…

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O bairro de Bo-Kaap

Esse bairro ficou conhecido como o bairro dos malaios, numa referência à origem dos escravos, que ali vieram morar após a abolição. O termo de malaio é abrangente, pois os escravos vinham do sudeste da Ásia em geral e não somente da Malásia. Muitos também vieram da Índia e do Siri Lanka. Essas pessoas trouxeram com elas as tradições gastronômicas de seus países e essa mistura cultural ainda é bem viva nas ruas da Cidade do Cabo. Em meio às casas coloridas de Bo-Kaap, os produtos para essa comida temperada são vendidos nas pequenas mercearias. Para os turistas de passagem, os restaurantes do bairro são uma boa opção para matar a curiosidade.
 
 

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No avestruz tudo é bom

13 abr

Se no Brasil o avestruz é apenas mais um dos animais expostos nos zoológicos ou que passeiam em frente ao Palácio da Alvorada, na Africa do Sul o animal faz parte da cultura gastronômica do país.

Várias fazendas especializadas cuidam da criação dos animais e protegem os ovos para controlar o desenvolvimento. Logo que nascem, os pequenos são postos à parte e não devem ser incomodados, pois o avestruz é um animal sensível e muitos morrem de crise cardíaca causada pelo stress. O animal cresce rápido e depois de alguns meses já atinge seu tamanho adulto. E se a expressão estômago de avestruz existe, não é atoa. Além da ração, os bichinhos comem tudo que encontram no solo, inclusive pedras. Parece que estas são mesmo necessárias e ajudam a digestão.

Cuidado! O avestruz não é muito inteligente, mas um chute pode ser mortal, até para um leão.

 

1 mês de vida

 

 

No avestruz nada se perde

Na cozinha o avestruz pode ser utilizado de várias maneiras :

Ovo : Equivalente a cerca de 22 ovos de galinha, o ovo do avestruz possui praticamente o mesmo gosto. A única diferença é que a clara não é tão clara e sim meio amarelada. O colesterol é bem presente e quem tem problemas deve se abster. Quando utilizados em omeletes, guarda-se a casca, que é por sinal bem rígida. A mesma é trabalhada por artesãos, ganha relevos ou pinturas e vira objeto de decoração.

é preciso quase uma hora para que o ovo seja cozido.

 

 

Cozido ele vai bem com torradinhas e um molho agridoce

 

 

Carne : Um pouco mais cara que a carne de vaca, a do avestruz também é muito consumida e apreciada. Ela é vermelha (quase violeta), magra e saborosa, mas não deve ser muito cozida (fica dura e seca).

Bon appétit!

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Fora da cozinha o avestruz também é utilizado:

Couro : O segundo mais resistente, só perde para o de crocodilo. Utilizado na confecção de bolsas, carteiras e outros acessórios. O preço é bem elevado, mas os vendedores garantem um objeto para a vida toda.

Plumas : Muito utilizadas antigamente para enfeitar chapéis, hoje elas já não estão tão nada moda e enfeitam os espanadores de pó.

 

 

The Ice cream revolution, revolução no mundo dos sorvetes?

6 mar

A marca inglesa The Icecreamists parece levar a sério a sua devisa. Na loja situada em Covent Garden, um dos bairros excêntricos de Londres, nada de fazer propaganda para vender sorvetes de chocolate, baunilha ou morango. Aqui o lema é inovação.

E a loja londrina conseguiu propor algo realmente inusitado: um sorvete feito com leite materno. A novidade recebida por muitos como repugnante, atraiu mesmo assim uma grande clientela. Os jornais do mundo inteiro também comentaram sobre o tal sorvete “bebê gaga”, assim batizado em homenagem a musa atual do pop.

Sucesso garantido para a marca, mas a vigilância sanitária inglesa resolveu rapidamente por fim nessa historia. Afinal, toda inovação tem seus limites.

O que não se sabe ainda é se a moda vai pegar. Quem sabe logo teremos nas prateleiras dos supermercados queijo materno “para pequenos e grandes” ou ainda o “verdadeiro iogurte da mamãe”.

Mas o que se sabe, é que ainda não estamos em falta do leite de vacas, cabras ou ovelhas.

Também não estamos em falta de produtos naturais. Pimentas, condimentos, frutas variadas que sugerem as combinações mais diferentes não chegam a ser difíceis de se encontrar.

Parece que o que está mesmo em falta, ao menos para alguns, é a verdadeira criatividade.

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